A Funerária São Pedro, é a pioneira de Muriaé com mais de 50 anos no ramo. Sob a direção de Amador Rodrigues Ferreira, se tornou uma empresa sólida e tradicional em Muriaé.
À partir de 1981, Adilson Ribeiro, se tornou o novo proprietário da Funerária São Pedro..
Hoje, contamos com uma excelente equipe de funcionários para melhor atendê-lo nos momentos mais difíceis da vida. Foi pensando nisso que, em 1996 foi implantada a Funerplan, o primeiro plano de assistência funerária de Muriaé e região..
A Funerária São Pedro conta com um atendimento 24 horas por dia..
Fazemos remoção para todo Brasil.

Quando as Esperanças se Renovam Ante a Perda e o Luto

Trabalhar com morte e luto é lidar com emoções”, afirma o psicólogo Aroldo Escudeiro, do Centro de Estudos em Tanatologia e Psicologia. Ele foi um dos palestrantes do III Congresso Brasileiro de Tanatologia e Bioética, realizado noúltimo final de semana, em São Paulo, onde participou do Simpósio Trabalhar com morte e luto hoje”. .
Juntamente com Ingrid Esslinger, do Laboratório de Estudos da Morte, do Instituto de Psicologia da USP, e Ester Passos Affini, do Grupo Ipê de Estudos sobre Perdas e Apoio a Pessoas Enlutadas, ambas da USP, Escudeiro compartilhou a rica experiência vivenciada pelos profissionais que lidam com os diferentes tipos de perdas e luto. Como cuidadores devemos estar preparados para este enfrentamento e cuidarmos também de nossas questões pessoais em relação à morte e às nossas perdas, para que possamos cuidar bem de nossos pacientes”. Como lidar com a perda, seja ela concreta (morte) ou simbólica (separação), é uma tarefa árdua para todos já que difícil quantificar a dor que o outro sente. O psicólogo cearense indica os vários caminhos, através da literatura e do cinema, para que possamos entender a linha tênue que aproxima a vida e a finitude..
Amor e perda é sempre uma relação difícil de ser trabalhada. No caso específico da mãe que perde o filho; e do filho que perde sua genitora, como tratar o luto?

Dr. Aroldo Escudeiro - O enlutado por qualquer tipo de perda deve ter a mesma atenção e cuidados por parte de quem o acompanha, seja o terapeuta, a família ou a sociedade. Perda significa privação e qualquer pessoa que passe por uma privação sente-a como a pior dor do mundo. Não podemos mensurar a dor do outro. Em qualquer tipo de perda, seja ela concreta (morte) ou simbólica (separação), é muito difícil quantificar a dor que a pessoa sente. .
No casoespecífico da perda de um filho, em minha prática e também segundo a literatura, o processo do luto é mais delicado pois a lei natural nos mostra que o mais freqüente é os filhos enterrarem os pais. Quanto a perda da mãe, por parte do filho, as conseqüências em relação ao processo do luto vai variar conforme a idade desse filho. É certo que para qualquer filho em qualquer faixa etária, a perda mais difícil de enfrentar é a da mãe e por vezes a do pai. Quando se tem um filho a situação se inverte. Se a perda é obsetal o luto tem grande probabilidade de provocar um quadro depressivo na fase adulta. O luto pressupõe sofrimento. O difícil para quem o vive é expressá-lo devido a interdição cultural e social.

Como deve acontecer este ''desapego'' ?

Dr. Aroldo Escudeiro - O ideal é que a pessoa se desapegue em vida de tudo e de todos. Coisas e pessoas. Afinal, estamos aqui de passagem e tudo nos é emprestado - até os filhos e os pais. Como a morte é para quem fica, após a perda de alguém significativo devemos vivenciar o processo do luto. Bowlby nos fala de fases desse processo. A primeira, o entorpecimento, a sensação de torpor nos defende por algumas horas. A segunda, o anseio e busca da figura perdida que dura meses e anos. É comum e natural o enlutado vê sinais da pessoa falecida em tudo. Ele escuta a voz do morto o chamando, sente o cheiro, sonha muito freqüentemente, escuta passos e tem a impressão de que o morto está presente. A terceira é a desorganização e desespero, o momento de enfrentamento da realidade, o que é muito difícil para a pessoa que perdeu. A quarta fase é a reorganização pois a natureza é sábia e não nos deixa na mão. É o momento de resignificar a vida. Adotar novos papéis.Worden nos fala em tarefas. A primeira é aceitar a realidade; a segunda é trabalhar a dor da perda; a terceira se adaptar ao local onde vivia com a pessoa falecida e a quarta é reposicioná-la em termos emocionais. Isso significa se dar o direito a outras experiências afetivas.

Quais as últimas pesquisas sobre os aspectos psicológicos do luto?

Dr. Aroldo Escudeiro - Alguns trabalhos sobre aspectos psicológicos do luto foram lançados no III CBTB. Entre eles: Luto materno e psicoterapia breve”, de Meliklix Freitas (Summus Editorial); Grupo de suporte ao luto”, de Evaldo D´Assumpção (Paulinas); Luto na infância”, de Luciana Mazzora e Valéria Tinoco (Livro Pleno); Dor sileciosa ou dor silenciada”, de Gabriela Casellato (Livro Pleno); e A criança e a morte”, de Wilma Torres (Casa do Psicólogo).

Quais as mais esperadas e inesperadas reações frente à perplexidade que a morte pode nos causar?

Dr. Aroldo Escudeiro - As reações mais esperadas frente a morte são: entorpecimento, estarrecimento, ilusão, desespero, descrença. As inesperadas podem levar a confusão mental, depressão, reações psicossomáticas e até surto psicótico..

Leia mais sobre o tema

O homem diante da morte”, de P. Arriés (Editora Francisco Alves)..
A negação da morte”, de E. Becker (Editora Record)..
Angústia, culpa e libertação”, de M. Boss (Editora Duas Cidades)..
Apego e perda”, de J. Bowlby (Editora Fontes)..
A psicoterapia em tempos de perdas e luto”, de F.P Bromberg (Editora Livro Pleno)..
Eutanásia e responsabilidade médica”, de I.J. Bizatto (Editora de Direito)..
Da morte”, organizado por R. Cassorla (Editora Papirus)..
Luto e melancolia” (Obras completas), de S. Freud (Editora Stander)..
Suicídio: Modo de Usar”, de Y. Bonniec e C. Guillon (Editora EMW)..
Psicologia da morte”, de R. Ainsenberg e R. Kastenbaum (Editora Pioneira)..
Morte e desenvolvimento humano”, de M.J. Kovacs (Editora Casa do Psicólogo)..
Sobre a morte e o morrer”, de E. Ross-Kübler (Editora Martins Fontes)..
O nomeável e o inomiável”, de M. Mannoni (Editora Jorge Zahar)..
O que é morte”, de J. Maranhão (Editora Brasiliense)..
O homem e a morte”, de E. Morin (Editora Imago)..
A família e a morte: Como enfrentar o luto”, de L. Pincus (Editora Paz e Terra)..
Passagens”, de G. Sheehy (Editora Francisco Alves)..
Encarando a morte”, de A. Setedeford (Editora Artes Médicas)..
Terapia do luto”, de J. Worden (Editora Artes Médicas).

Filmes

A balada de Narayma” (sobre morte e velhice).
Terra das sombras” (perda do cônjuge).
A última grande lição” (paciente terminal).
O enigma das cartas” (a criança e a morte).
O quarto do filho (perda do filho).
No limite do silêncio” (suicídio)
. Uma lição de vida” (paciente terminal).
Sob a areia” (perda ambígua).
O sétimo selo” (conceito de morte)

Fonte: RNT - Rede Nacional de Tanatologia

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